ninguém

Ninguém é um monólogo teatral com o ator António Capelo. O seu primeiro em mais de 40 anos de carreira e o primeiro espetáculo do Teatro do Bolhão em que o ator se encontra com o dramaturgo Zeferino Mota.

A conceção do espetáculo surgiu da necessidade de colocar em palco inquietações suscitadas pelo actual contexto de exceção:  de que modo os tempos de crise evidenciam o valor que a sociedade atribuiu (ou não atribuiu) ao teatro e, particularmente, aos actores?

A dramaturgia de Ninguém foi construída,  em articulação com o percurso artístico de António Capelo, a partir de uma ampla pesquisa de relatos autobiográficos de comediantes (do século XVIII ao século XXI), na sua maioria portugueses, jogando com alguns estereótipos sobre a condição do actor, tais como o estatuto marginal, o vazio psicológico,  ou a imagem boémia.

Trazendo o peso de um isolamento não desejado, a personagem do espetáculo procura a comunicação direta com o público, tentando transmitir-lhe aquilo em que acredita: o teatro tem uma força poderosa de revelação que desaparece quando a história é excomungada e o significado já não existe.

 

Texto de Zeferino Mota
Direção Pedro Aparício e Zeferino Mota
Interpretação António Capelo
Música André Abujamra
Desenho de Luz Mário Bessa
Cenografia, Figurinos e Adereços Cátia Barros
Imagem Luís Troufa

Auditório do Palácio do Bolhão
11 a 28 de novembro

Qua. e Qui. – 19:00
Sex. e Sáb. – 21:00
Dom. – 16:00