Oficina de Escrita para Teatro

OFICINA DE ESCRITA PARA TEATRO

A dramaturgia portuguesa parece ter sido sempre um ponto quase desaparecido das nossas salas de espetáculos. Não haverá certamente poucas razões para este facto. Tradição… O poder enorme das dramaturgias de outros países que atingiram uma escala universal… A recusa do risco… A falta de conhecimento dos autores… Um certo preconceito em relação ao que fazemos que seja não instituído… Enfim… Razões infinitas para uma só questão.

Uma vez que estamos a viver um período histórico com tantas particularidades, que não queremos que a formação do nosso Serviço Educativo pare, que estamos numa luta tão grande contra tantas condições desfavoráveis, que temos tempo para pensar, que temos até obrigação de pensar, mas que temos de agir também, ou corremos o risco de perder o contacto com a nossa realidade, vimos propor que se dedique durante uns tempos à escrita!

A nova atividade do Serviço Educativo do Teatro do Bolhão é uma oficina online de escrita para teatro. A escrita que pode ser uma fuga ou um reflexo, uma análise ou um sentido.

Com a duração de dois meses, os participantes farão uma viagem através de vários processos da escrita no primeiro mês, enquanto que o objetivo do segundo é criar uma pequena peça.

Essas peças serão publicadas nas nossas redes sociais e na nossa página e no próximo ano serão trabalhadas pelo grupo de teatro amador do Serviço Educativo do Teatro do Bolhão.

 

Formador: Pedro Fiuza

Pedro Fiuza, nasceu em 1980. Fez o curso de Interpretação da Academia Contemporânea do Espetáculo.  

No seu percurso como ator trabalhou com companhias como As Boas Raparigas…, TNSJ, TNDMII, Teatro do Bolhão, Panmixia, TEP, Teatro das Beiras, Teatro do Noroeste, etc… Trabalhou textos de Shakespeare, Gil Vicente, Ionesco, Marguerite Duras, Howard Barker, Martin McDonagh, Tchekhov, Dostoievski, José Carretas, Beckett, Goldoni, entre outros. Foi dirigido por Kuniaki Ida, Joana Providência, António Capelo, João Paulo Costa, Rogério de Carvalho, Júlia Correia, Américo Rodrigues, José Carretas, António Júlio, Ricardo Simões, entre outros. Na encenação, destaca “Eu, Maldoror” a partir de Lautréamont; “Castro” de António Ferreira; “O Poço” de José Carretas; “Liturgia” de José Carretas e Jorge Louraço Figueira; “Crimes Exemplares” a partir de Max Aub; “O Maldoror está vivo.” a partir de Lautréamont; “Os Justos” de Albert Camus; “O Crime de Aldeia Velha” de Bernardo Santareno; “Visitas Românticas ao Palácio do Bolhão” com dramaturgia de Zeferino Mota; “Do Subterrâneo” a partir de Dostoievski; “Eu serei Shakespeare” de Zeferino Mota; “Porto, Granito e Sonho”; “Mãos Mortas” de Howard Barker, “Teatro – Theatre” de Zeferino Mota; “Porque permaneces na prisão se a porta está aberta?” de Zeferino Mota; co-encenação do espectáculo Payva D´Ouro. Tem assinado textos originais para teatro em que também faz a encenação, destacando o trabalho que tem desenvolvido com o grupo de teatro do MontepioCrédito (“Edifício Pelicano”, “Edifício Pelicano II – O regresso dos heróis”, “Ganhas, Poupas, Gastas”, “Cash Slow”, “IX DIXIT”); destaca os espetáculos “Músculos” que encenou e produziu; “Kids Are United!” para a EB23 de S. Pedro da Cova; “Um dia de cada vez” para o Estabelecimento Prisional do Vale do Sousa; “Visitas ao Palácio do Bolhão”; “Sós”, para o Serviço Educativo do Teatro do Bolhão, que foi editado em livro; “A Pele Que Tenho Em Mim” uma co-produção Novartis/PSOPortugal/Teatro do Bolhão, “Os Anjos de Nagyrév”, para o Serviço Educativo do Teatro do Bolhão, que foi editado em livro; “Célula”, para o Serviço Educativo do Teatro do Bolhão, “A noite vem caindo”, para o Serviço Educativo do Teatro do Bolhão; “Por não termos connosco cordas de violinos”, para o grupo de teatro A Coisa; “Todos Ao Palco”, para o Teatro do Bolhão; “Pixie – Ou lá o que é”, para a Área Metropolitana do Porto. Desde 2012 dá o Curso de Iniciação ao Teatro, do Serviço Educativo do Teatro do Bolhão. Em 2016 encenou o exercício “Teatro Português” para a Academia Contemporânea do Espetáculo. Em 2018/2019 foi formador do projeto À Barca. Na escrita, lançou o livro “epiderme” pela ETEPA, em Castelo Branco. Está a preparar o texto A Cidade Muda, que será também editado em livro.

 

Público-alvo:  todos aqueles que pretendem adquirir competências nesta área e explorar  as suas potencialidades na escrita para teatro.

 

Duração:  de 11 de maio a 10 de julho

O processo de trabalho será completamente online, no qual haverá uma sessão semanal em formato videoconferência de aproximadamente meia hora com cada um dos participantes. Eventualmente poderão existir sessões de grupo para leitura e partilha de ideias. A maior parte do trabalho será feita através de correio eletrónico.  

Nº Mínimo de Participantes:  10

Pré-inscrição obrigatória:  sereducativo@ace-tb.com

Data Limite de Inscrição: 7 de maio

Valor Total: 60€