Ana Luena | Quando olhas ao espelho, o que vês?

ANA LUENA

curso de 1995

 

Ana Luena azul2Encenadora, cenógrafa e figurinista, Ana Luena nasceu em Angola, em 1974. Terminou o Curso Profissional de Cenografia e Figurinos da ACE Escola de Artes em 1995. Frequentou, em 2007, a 2.ª edição do Curso de Encenação de Ópera da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2011, obtém o grau de Mestre em Teatro/Especialização em Encenação, da Escola Superior de Teatro e Cinema, do Instituto Politécnico de Lisboa. Atualmente é doutoranda na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em Estudos Literários, Culturais e Interartísticos. Foi fundadora do Teatro Bruto (1995), onde foi diretora artística e encenadora residente até 2015. Encenou entre outros: É Impossível Viver, a partir de Franz Kafka, com João Lagarto e Sérgio Praia; O Filho de Mil Homens, romance de Valter Hugo Mãe (também responsável pela adaptação); Comida, Canil e Cratera, as crianças com segredos, textos originais de Valter Hugo Mãe; Estocolmo, Reféns e Nenhures, textos originais de Daniel Jonas; Still Frank (concerto encenado); entre outros. Tem dirigido vários laboratórios de  formação na área de dramaturgia e interpretação, em contexto académico e no trabalho com diferentes grupos das comunidades.

 

QUANDO OLHAS AO ESPELHO, O QUE VÊS?

Teatro | Estreia

10 e 11 de junho, na Sala de Ensaio

sexta, às 23:00; sábado, às 19:00

 

A escrita surge no meu percurso inevitavelmente ligada à encenação e à cena. No início eram atmosferas, situações, cenas e imagens urgentemente anotadas a meio de uma noite, na esplanada enquanto bebia uma água com gás, ou no passeio da cidade depois de atravessar a passadeira. No processo de adaptações de textos para a cena comecei a utilizar a gravação audio da minha voz como instrumento de trabalho e este processo transportou-me para Luanda, em 1982. Antes de partirmos, eu e os meus irmãos gravámos numa cassete o que nos era mais precioso e que não podíamos trazer no avião: a voz do Augusto, o ladrar do nosso cão, as nossas vozes de criança… E começo a desenvolver um projeto de escrita perfomativa que intitulo de “A Menina Sem Dedo”. Um projeto pessoal de criação sobre a construção de um personagem que, a partir das suas memórias e daquela parte que sempre lhe falta, inventa pedaços de histórias, vidas, perdas e ausências. Participo no Festival Tell, na edição no Algarve e no Guimarães Noc Noc / Ó da casa. Sou convidada como autora para o ciclo de leituras Da Voz Humana, organizado pela Escola de Mulheres na Livraria Ler Devagar e participo com a leitura dos meus textos na Maratona Douda Correria, em Lisboa. E agora arrisco a pela primeira vez a encenar um texto da minha autoria escrito especialmente para a  Isabel Nunes, com quem trabalhei no Teatro Bruto no início da sua carreira. A sua forma de ser mulher, o seu rasgo, a sua autenticidade, a sua brutalidade, a sua beleza  conduzem-me a este trabalho em que escrevo e enceno a partir desta atriz. 

 

No processo de adaptações de textos comecei a utilizar a gravação da minha voz como instrumento e esse processo transportou-me para Luanda, em 1982. Antes de partirmos, eu e os meus irmãos gravámos numa cassete o que nos era mais precioso e que não podíamos trazer no avião: a voz do Augusto, o ladrar do nosso cão, as nossas vozes de criança… E começo um projeto de escrita performativa A Menina Sem Dedo. Aqui arrisco encenar um texto escrito especialmente para a Isabel Nunes (ex-ACE) que conheci no Bruto. A sua forma de ser mulher, o seu rasgo, a sua autenticidade, a sua brutalidade, a sua beleza e as nossas encruzilhadas conduzem-me a este trabalho em que escrevo e enceno a partir desta atriz.

 

Texto e encenação ANA LUENA

Com ISABEL NUNES

Luz PEDRO CORREIA

Apoio ARMAZÉM 22

Apoio ANJOS URBANOS (Carlos Almeida)

 

 

 

Informações e Reservas

Duração aproximada: 35′

Preço único de 3 euros

Bilheteira>

Informações e Reservas: bilheteira@ace-tb.com ou 222 089 007

Fotografias de Igor Aleen