Manuel Abrantes, Maria Torres e Sofia Santos Silva | As Criadas

MANUEL ABRANTES, MARIA TORRES E SOFIA SANTOS SILVA

curso de 2012 e de 2014

 

tri azulMaria Ribeiro Torres e Sofia Santos Silva nasceram no Porto, em 1993. Iniciaram a sua formação na ACE Escola de Artes e são licenciadas pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Desde 2012 têm trabalhado profissionalmente: cruzaram-se em Quando temos vontade de fazer xixi mais vale apertarmos as pernas, uma criação inserida no projeto Try Better Fail Better do Teatro da Garagem e Esta Cidade não é para Mulheres, uma criação de Sofia Santos Silva. Maria Ribeiro torres participou em A Aranha Leopoldina, de Ana Luísa Amaral, Golpe Baixo, Talita, com a encenação de Rodrigo Santos e 27 Doses com a orientação de Jean Paul Bucchieri e David Antunes. Sofia Santos Silva já trabalhou com António Júlio, Sara Barros Leitão, Mirró Pereira, Daniel Macedo Pinto, Zeferino Mota, Jean Paul Bucchieri, David Antunes, entre outros. Participou também em criações coletivas como em CHAT de Enda Walsh, no Teatro da Comuna e PERSONAS de Zeferino Mota, no espaço do Teatro do Vestido. Neste momento está a frequentar o Laboratório de Dramaturgia orientado por Rui Pina Coelho no TNDMII.

Manuel Abrantes estreou-se no teatro amador em 2004 no grupo de teatro A Fantasia como desenhador de luz, função essa que desempenha até aos dias de hoje. Em 2006 integra o Grupo de Teatro OPSIS em Metamorphose e em 2007 integra o Grupo de Teatro Oficina de Teatro de Pintores de Sonhos. Em 2011 inicia os seus estudos profissionais na ACE Escola de Artes, no Porto, no curso de Luz, Som e Efeitos Cénicos. Atualmente frequenta a Licenciatura em Teatro – Ramo Produção, na Escola Superior de Teatro e Cinema e trabalha como Light Designer.

 

AS CRIADAS OU O QUE NOS TIRA TANTO TEMPO SÃO OS PREPARATIVOS

Teatro  |  ESTREIA

10 e 11 de junho, no Salão Nobre, às 21:30

 

Quando o monstro entra e se olha ao espelho agarra-o quente e sente-o pulsar. Grunhe. A máscara dilata. Escrever para não esquecer as palavras gordas da página 54 que a tinta gravou mas o relógio não para a respiração altera-se feres os lábios, as ervas do chá estão a queimar e o sabonete empapado perdeu a cor. Esse que não ama a luz desloca-se com o cheiro da mão pesada, enterra-a no lençol e recomeça o eco das paredes. Traídas pela sugestão da promessa arranham as gargantas sem som da Daniela, da Maria, da Sofia, do Manuel, da Carolina e da Teresa. A salamandra ri-se e diz: “Boa noite, vai dar-se início ao espetáculo, por favor descalcem-se e dirijam-se à saída mais próxima porque o Papa Americano precisa da borracha das vossas botas para isolar as cabines de chuto. Depois falamos do amor pelas pessoas”

ou “Boa noite, on peut entendre tout ce qui se passe dans la rue. Ça signifie que dans la rue on peut entendre ce qui se passe dans cette maison.”

As mulheres, três, recolhem-se no anexo.

 

 

Texto JEAN GENET

Com DANIELA DA SILVA, MARIA TORRES e SOFIA SANTOS SILVA

Design de Iluminação CAROLINA CARAMELO e MANUEL ABRANTES

Produção CAROLINA CARAMELO

Informações e Reservas

 

Bilheteira>

Informações e reservas: bilheteira@ace-tb.com ou 222 089 007

Fotografias de Igor Allen