O Despertar da Primavera
07 a 09 maio'26
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ACE Escola de Artes
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Auditório Palácio do Bolhão
Este ano letivo trouxe consigo o regresso do projeto de Teatro Musical à ACE Escola de Artes, reconhecendo a crescente relevância desta linguagem no contexto cultural e profissional em Portugal. O ponto de partida foi o Despertar da Primavera, um musical que propõe uma viagem ao universo da adolescência: um território de descoberta, inquietação e confronto com os nossos próprios demónios. Apesar da escrita original ter mais de um século, a obra mantém uma surpreendente atualidade, abordando temas como o despertar sexual, a repressão, a saúde mental e a necessidade urgente de comunicação entre gerações.
Trabalhar este musical com jovens artistas em formação trouxe uma camada adicional de significado. Tal como as personagens da obra, os intervenientes encontram-se num momento de transição, descoberta e afirmação. Este paralelismo entre vida e criação, entre passado e presente, tornou o processo urgente e, muitas vezes, desafiante. Mais do que apresentar respostas, este espetáculo procura levantar questões sobre liberdade, silêncio e escuta, convidando-nos a olhar, a ouvir e a sentir com maior atenção, pois vivemos num tempo em que a informação é abundante, mas o diálogo nem sempre acontece.
Ao longo deste percurso, procurámos desenvolver competências técnicas e artísticas, incentivando o diálogo, a responsabilidade coletiva e a consciência do trabalho em equipa. Porque este é, acima de tudo, um trabalho coletivo de aprendizagem, risco e partilha. Um primeiro passo, ou talvez um novo começo, para o Teatro Musical dentro desta comunidade, afirmando o compromisso da escola com a valorização de todas as formas de arte e com o desenvolvimento de novas gerações de artistas e técnicos preparados para os desafios do setor cultural.
Enquanto diretora artística do Projeto, resta-me agradecer a todas as pessoas envolvidas na conceção, criação e concretização do mesmo. Apesar de todos os medos e receios, de todas as surpresas de última hora, abraçaram o desafio desde o primeiro dia e mostraram que, afinal, este projeto não é “assim tão diferente”, não é “assim tão assustador” e que, quando trabalhamos em equipa, tudo é possível.
Obrigado à direção da ACE, ao André Lacerda, à Jessica Duncalf, ao João A. Guimarães, à Maria do Céu Ribeiro, à Sofia Santos Silva, a professoras e professores e coordenadoras e coordenadores e às/aos estudantes do 2º ano.
Ana Queirós
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libreto e letras Steve Sater música Duncan Sheik, a partir da peça de Frank Wedekind
direção artística Ana Queirós cenografia Iohana Sousa, Matilde Fangueiro, Mariana Sousa e Rafael Eiras Soares figurinos Adriana Cruz, Alves, Ferreira, Marta Figueiredo e Rodrigo Ribeiro interpretação Adriana Russo, Alex Ribeiro, Ana Miguel Sá, Benedita França, David Cardoso, Jane Ávila, José Bacelo, Lara Pinho, Leonor Silva, Margarida Freitas, Maria Lobo, Maria Madureira, Mariana Neves, Matilde Ledo, Miguel Matos, Miriam Ferreira, Rodrigo Quintas, Rui Moreira e Sofia Figueiroa luz Daniel Soares, Guilherme Alves, Jeremias Julião, e Tiago Almeida som Ana Silva, David Ribeiro, Lia Figueiredo, Miguel Monteiro e Rafael Rubin som ao vivo (guitarra elétrica) Gonçalo Branco
apoio a voz Maria do Céu Ribeiro e Sofia Santos Silva coordenação de intimidade Helena Canhoto coordenação de cenografia Alexandre Mota apoio a cenografia Filipe Mendes coordenação de figurinos Beatriz Prada apoio na modelação e confeção Joana Campos coordenação de luz Mário Bessa e Pedro Vieira de Carvalho coordenação de som João Martins equipa técnica Fábio Pinheiro, Liliana Macedo, João Loureiro Martins, Rúben Gonçalves, Tomé Lopes, Inês Domingos (estágio) e Maria Sousa (estágio) fotografia de cena Pedro Figueiredo divulgação Ana Ferreira e Nuno Matos produção executiva Rosa Bessa direção de produção Glória Cheio direção técnica Pedro Vieira de Carvalho direção de cena Jessica Duncalf