Auto-acusação
04 a 05 outubro'19
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Teatro do Bolhão em coprodução com o Teatro Municipal do Porto
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Teatro Municipal Rivoli

Auto-acusação é uma confissão, na qual a palavra “Eu” pode referir-se a qualquer um, de modo que não se trata da auto-acusação apenas do autor, mas de uma auto-acusação de qualquer um dos que se encontram no palco e na plateia: "Eu fui ao teatro. Eu ouvi esta peça. Eu disse esta peça. Eu escrevi esta peça". Se por um lado a linguagem permite um trabalho de voz surpreendente, por outro, a forma como a voz desse “Eu” é trabalhada gera um verdadeiro potencial para o "conceito polifónico", criando possibilidades únicas para despoletar as ações físicas. Interessa-nos reavaliar a intenção de provocação com que Auto-acusação foi criada face aos hábitos de perceção do público, e que, naturalmente, tem de ser revista, já que o público atual tem hábitos de perceção bem distintos dos da época em que a peça foi escrita.
Auto-acusação é um projeto codirigido por Joana Providência e Maria do Céu Ribeiro, o que desde logo reforça a vontade de articular – de uma maneira orgânica – palavra e movimento. Auto-acusação de Peter Handke é uma das intituladas Peças Faladas, na qual não há personagens, narração ou cenário: onde a palavra ganha o protagonismo da cena.
Intérpretes/Cocriadores António Júlio, Catarina Gomes, Catarina Luís, Margarida Gonçalves, Pedro Galiza
Desenho de Luz Nuno Meira
Desenho de Som Luís Aly
Cenografia Cristóvão Neto
Figurinos Cátia Barros
Apoio a Movimento Daniela Cruz
Operação de Luz Tiago Silva
Operação de Som Fábio Ferreira
Direção técnica Pedro Vieira de Carvalho
Direção e Produção Glória Cheio, Pedro Aparício
Produção Executiva Rosa Bessa
Operador de vídeo Leandro Leitão
Agradecimentos Guilherme Dutschke (Instituto Goethe), Sónia Martins, Loreto Martínez Troncoso, Naomi Preizler e Alexandra Moreira da Silva (Agradecimento especial)