Catita

13 março'26
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Teatro Mosca
Catita

Catita é um espetáculo que tem como ponto de partida a troca epistolar entre dois amigos de infância, Pedro e Catita. Enquanto um permaneceu no lugar onde nasceu e cresceu, o outro preferiu viajar até se estabelecer como guia de canyoning na Serra de Guara, em Espanha. Tudo começa com a troca de uma cassete de música, no início dos anos 1990, e, mais tarde, essa amizade será alimentada pela troca de cartas. Mas serão as montanhas a enquadrar, em momentos distintos, o reencontro dos dois, entre escaladas e conversas sobre a adolescência num bairro do concelho de Sintra e sobre as diferentes vi(d)as que cada um têm vindo a encadear. Por vezes, é o Pedro que vai à frente e sobe a montanha, enquanto o Catita fica a dar segurança. Noutras vezes, invertem-se os papéis, ou o Pedro deseja ser o Catita, desejam trocar de vidas um com o outro, como se pudessem trocar de pele, como se pudessem escolher outra vez, ou então, só pela leveza desse simples exercício de imaginação, num espetáculo que se quer íntimo e pessoal sobre a amizade, sobre o crescimento e o envelhecimento, sobre ideias e imagens de masculinidade, sobre a memória, sobre subir muito alto, mas também sobre o medo de cair.

Criação Pedro Alves, Miguel Catita e Maria Gil
Tradução Catarina André e Margarida Madeira
Encenação e interpretação Pedro Alves
Apoio ao movimento Bruno Alexandre e Rafael Barreto
Ilustração Alex Gozblau
Desenho de luz e operação técnica Diogo Graça
Cenografia Pedro Silva
Direção de produção Inês Oliveira
Produção executiva e fotografia Catarina Lobo
Trabalho de serralharia Joaquim Guerreiro
Apoio à produção Milene Fialho, Ana Margarida Lima, Joana Lopes, Joana Mendes, Artur Palma, Matilde Pereira, Ana Pires, Daniela Silva e Cristiano Sousa 
Agradecimentos Marco Lopes e Mário Trigo
Parceria Altíssimo Lisboa
Media Partner Rádio Alta Tensão
Financiamento República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Sintra

21:00
Duração estimada 80 min.
M/12

No espetáculo são citadas músicas de Rui Veloso, The Doors, Blasted Mechanism, Heróis do Mar, António Variações, Sétima Legião, Delfins, Radiohead e The Klaxons, e diálogos dos filmes Assalto Infernal (1993), de Renny Harlin, Blade Runner (1982), de Ridley Scott, e As Oito Montanhas (2022), de Felix Van Groeningen e Charlotte Vandermeersch.