Fata Morgana
30 outubro a 09 novembro'25
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Teatro do Bolhão
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Palácio do Bolhão

Como disse o videasta Gary Hill: “A visão já não é a possibilidade de ver, mas a impossibilidade de não ver.”
Numa época em que, com razão, nos interrogamos sobre a liberdade de expressão e o papel político dos media, parece óbvio a necessidade de nos questionarmos sobre a liberdade de perceção e as ameaças que a industrialização da visão constituem para essa liberdade.
Precisamos desenvolver novas formas de interagir, não apenas entre nós, mas também com a rajada de informação dirigida constantemente aos nossos olhos. Uma “ecologia das imagens”.
Fata Morgana é um espetáculo que situa a sua ação num ginásio de uma academia militar. Dois estudantes treinam jogos de precisão e refletem sobre visão e cegueira num ambiente estético próprio de Rui Paixão onde podemos reconhecer o clown, o grotesco e o absurdo de um teatro circense.
texto e encenação
Rui Paixão
assistência de encenação
Rina Marques
interpretação
Felipe Contreras e Rita Duque
cenografia
Cristóvão Neto
figurinos
Lola Sousa
desenho de luz
Manuel Abrantes
com fragmentos e citações de
A Velocidade de Libertação, Paul Virilio; A Pedra da Loucura, Benjamin Labatut; Rei Édipo, Sófocles; O Crepúsculo do Mundo, Werner Herzog