Multiverso — Mostra de Artes e Ideias
20 a 24 outubro'26
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Teatro do Bolhão
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Palácio do Bolhão
Devíamos ter tempo para errar. Ter tempo para definir. Devíamos definir tempo. Devíamos definir erro. Parece que tudo se precipita. Que nunca nada faz parte de nós. Que estamos sempre dependentes de algum fator exterior que diz sim ou não ou gosto ou não gosto ou podes ou não podes. Esse é o mundo em que estamos. Não todos, claro. Precisamos de oficializar a inquietação. Tornar o erro democrático. Transformar a procura num direito inalienável. Precisamos de espaços descomplexados para falhar, para poder falhar. Poder falhar é assumir que estamos em encontro. Uma mostra que é mais encontro do que mostra. Uma mostra que também procura a sua forma. Que também falha. Que também se tenta situar. Que procura o seu tempo. Que procura os seus cruzamentos de tempo e de pessoas. Que se quer, acima de tudo, livre. Uma segunda edição já é um bocadinho de vida.
20 OUT 14:30
OFICINA CONSCIÊNCIA DO ATOR EM CENA
Como pode o ator tornar-se mais consciente do que produz em cena sem perder a sua intuição criativa? Nesta oficina de introdução à metodologia Consciência do Ator em Cena (C.A.C.), desenvolvida por João Brites e pelo Teatro O Bando ao longo de várias décadas de criação e formação teatral, seremos convidados a experimentar algumas das ferramentas associadas ao primeiro módulo do curso — Teatralidade e representação vivencial. Através de exercícios práticos de observação, relação e composição cénica, exploraremos a qualidade e direcionalidade do olhar, coralidade, foco do espetador e consciência do espaço, procurando reconhecer de que forma pequenas alterações no comportamento cénico transformam aquilo que o espetador percebe. A oficina propõe o ator/atriz não apenas como intérprete, mas como artista criador/a das escolhas que realiza em cena, capaz de observar, experimentar e transformar conscientemente os seus próprios recursos expressivos. Mais do que transmitir uma fórmula de representação, a prática procura ampliar as possibilidades criativas de cada participante, valorizando a sua singularidade e criando condições para uma relação mais consciente entre intuição, técnica e criação teatral.
Para estudantes do curso de Intérprete Ator/Atriz da ACE Escola de Artes
orientação Juliana Pinho com participação de João Brites
acompanhamento Jesús Manuel
21 a 24 OUT
MONTRA VIVA (I, II, III e IV)
performance-instalação Tiago Miguel
Montra do Palácio do Bolhão
Numa montra que dá para a rua, olhar é entrar num universo habitado por Toy, um ser multiusos que vê no mundo dos objetos um arquivo da imaginação humana. Aqui, o corpo humano substitui o manequim e ativa a montra como uma composição cenográfica duracional onde moda, objeto e performance se encontram.
21 de outubro 13:30 e 16:00
Montra Viva I
22 de outubro 13:30 e 16:00
Montra Viva II
23 de outubro 20:00
Montra Viva III
24 de outubro 15:00 e 20:00
Montra Viva IV
21 OUT 14:30
SE PODES OLHAR VÊ. SE PODES VER REPARA.
documentário de Rui Simões
Salão Nobre do Palácio do Bolhão
Entrada livre mediante lotação da sala
Estágio na cidade de Viseu, de preparação para a adaptação teatral do texto de José Saramago Ensaio Sobre a Cegueira, pelo grupo de teatro O Bando, em maio de 2003, após a ação desenvolvida no âmbito do projeto Percursos organizado pelo CPA/CCB.
realização Rui Simões imagem Rui Simões e Jacinta Barros música Jorge Salgueiro música do genérico final Carlos Bica voz na música do genérico final Ana Brandão interpretação da música Coro e instrumentistas do Conservatório Regional de Música de Viseu e Banda Filarmónica da Confraria de Santo António montagem Márcia Costa som Rui Simões e Jacinta Barros 2ª equipa (imagem / som) Ricardo Batista, José António Manso e Max direcção de produção Jacinta Barros encenação e dramaturgia João Brites oralidade Teresa Lima corporalidade Luca Aprea espaço cénico Rui Francisco assistência de encenação Miguel Moreira figurinos para teatro Maria Matteucci adereços de teatro Clara Bento direcção O Bando Natércia Campos produção O Bando André Pato
38’
seguido de conversa com João Brites, Juliana Pinho e Jesús Manuel, mediada por Pedro Fiuza e Cristiana Castro
22 OUT 14:30
MY STORIES MATTER
documentário de Paulo Castro e No Strings Attached Theatre of Disability
Salão Nobre do Palácio do Bolhão
Entrada livre mediante lotação da sala
Histórias de pessoas que vivem com incapacidade física e perturbações mentais. Cada história pessoal é transportada para o mundo ficcional partindo da ideia de documental. Cada personagem conta a sua história num cenário em que realidade e ficção se cruzam. Todos os protagonistas deste particular filme são membros da famosa companhia de teatro australiana No Strings Attached Theatre of Disability.
M14
73'
Em inglês sem legendas
Seguido de conversa com o realizador mediada por Pedro Fiuza
23 OUT 21:00
HÁ UMA SOMBRA
filme de Alejandro Pereyra
Salão Nobre do Palácio do Bolhão
Entrada livre mediante lotação da sala
Molie está na casa dos trinta e sente-se prisioneira da sua própria sombra. A um passado em que parece ter sido demasiado livre, ela consegue aceder por intermédio da música. Mas, como é que essas lembranças moldam aqui, agora, o material com que anseia construir o seu futuro? Fatalmente, enquanto procura explicações circunstanciais para a mediocridade profissional e soluções alternativas para os problemas físicos, perde-se no labirinto e na complexidade das questões emocionais. Então falha ao considerar o amor romântico como pedra de toque para a felicidade, e falha quando desiste.
argumento e realização Alejandro Pereyra tradução Patricia Guerreiro Barbosa atriz Patricia Guerreiro Barbosa com o apoio de João Dias, Mario Fernandes e CREA UBI música ao vivo Alejandro Pereyra
M12
50’
Filme musicado ao vivo
23 OUT
JÁ PERGUNTASTE A UM CAVALO?
ensaio aberto de Raul Silva
Salão Nobre do Palácio do Bolhão
Entrada livre mediante lotação da sala
Numa tentativa-falha, um ser não-humano é colocado num ringue para lutar. Mas será que sabe que está ali para lutar? “Já perguntaste a um cavalo?” É um exercício cénico/exposição de um processo contínuo, que usa o corpo como material principal, partindo de uma pergunta sem resposta para habitar um dos pontos de vista de um ser não-humano. O projeto tem já um primeiro germe prático: uma mini-criação de 3 minutos, surgida a partir de uma frase de Walzer “Quando os cangurus se sentem ameaçados, agarram no outro animal com as patas anteriores e rasgam-lhe o estômago com as posteriores”, onde se explora o absurdo de impor lógica humana (luvas de boxe) a um corpo que não a reconhece. Este pequeno estudo funciona como ponto de partida para uma investigação mais alargada sobre o que é habitar um corpo que não sabe o que é. Aqui, nada é resultado, tudo é experimentado.
criação e interpretação Raul Silva cenografia Renata Fonseca figurinos e caracterização Raul Silva luz Rúben Mota som Francisco Rito
30’
24 OUT 16:00
BOLSA DE CRIAÇÃO — OPEN CALL (IN)VISÍVEL
Salão Nobre do Palácio do Bolhão
Entrada livre mediante lotação da sala
(IN)VISÍVEL é um projeto interpretado por um artista emergente que questiona esse conceito e os perigos que derivam da sua condição. O próprio verbo emergir exige um movimento prévio, algo que já estava a acontecer sem ser visto e que tem como objetivo tornar-se claro, visível portanto. Com efeito, este espetáculo serve-se de um universo ficcional ao que chamamos de
“Invisível”, um lugar, não-lugar, habitado por uma multidão de corpos transparentes que caminham na mesma direção. O protagonista, , usa a recolha de impressões, experiências, relações interpessoais, objetos e tentativas falhadas de arte, com as quais contactou durante o tempo em que esteve neste espaço, para traçar o seu percurso até ao momento em que finalmente está a ser visto.
Um museu do Invisível portanto.
direção artística e interpretação Miguel de Castro texto, apoio à dramaturgia e à encenação Nokas Maria interpretação Miguel de Castro cenografia e figurinos Cláudia Amundarai som Inês Oliveira operação de som Rita Miranda desenho de luz Maria de Lurdes operação de vídeo Ruben Mota
M14
50’
Seguido de conversa mediada por Pedro Fiuza
24 OUT 21:00
O FINGIDOR
Salão Nobre do Palácio do Bolhão
5€ (3€ para estudantes da área artística)
À primeira vista é uma aula, ou uma conferência, ou uma palestra. Mas depois afinal parece que não. Não sabemos bem. É que uma coisa são sempre muitas ao mesmo tempo. Eu não sou só uma coisa e tu também não és. Ninguém é. Ser pessoa é ser muitas ao mesmo tempo. E ser Pessoa, obviamente, também.
O Fingidor é um espetáculo pensado e construído para o público escolar do 12º ano. Parte-se da obra de Fernando Pessoa para pensar a identidade, a multiplicidade e o que significa, afinal, ser pessoa. Com ou sem maiúscula. O espetáculo percorre as nuances dos heterónimos do autor, esmiúça a Mensagem e tenta entender e o fingimento artístico do ortónimo para que o próprio espetáculo se consiga entender a si mesmo.
criação Tiago Jácome interpretação Edi Gaspar cenografia e figurinos Joana Mont’ Alverne construção de cenografia Joana Mont’ Alverne e Filipe Mendes
M12
50’
Seguido de conversa mediada por Pedro Fiuza