Ninguém

direção de Zeferino Mota
11 a 28 novembro'22
|
Teatro do Bolhão
|
Palácio do Bolhão
Ninguém

Qual a razão que me leva a confundir uma raíz com uma poltrona, ou de como ainda faço teatro?

Zeferino Mota escreve no nosso Ninguém que, alguém atrever-se a separar as gerações, é como se quisesse recomeçar o próprio homem no meio da sua vida. Embora esteja já um pouco mais adiante do meio da minha vida, recomeçar é como se fosse a palavra que tem orientado todo o meu percurso profissional. E é neste recomeçar que me descubro ainda mais tenso do que da primeira vez. Como se a consciência da partilha do acto criativo fosse um dever que me aproxima da vida. Como se a responsabilidade de ocupar o palco fosse uma extensão da responsabilidade de viver. A enorme aventura que é viver, só é comparável à alegria que é descobrir, descobrir-nos, olhar-nos, enganar-nos e, no nosso engano, caber todo o mundo. O nosso que é também dos outros. Como se a consciência de nós fosse também a consciência dos outros. Como se fôssemos a extensão uns dos outros. Como se aqui, neste espaço que partilhamos – o teatro –, fôssemos capazes de nos entendermos melhor, capazes de sermos melhores. O eterno espaço da liberdade. A eterna liberdade de aqui estarmos, depois de tanta procura….

António Capelo

 

texto e direção 
Zeferino Mota
assistência de direção
Jessica Duncalf
apoio à direção
Pedro Aparício
interpretação 
António Capelo
música
André Abujamra
sonoplastia
Fábio Ferreira
cenografia e figurinos
Cátia Barros
desenho de luz 
Mário Bessa
imagem e cartaz 
Luís Troufa
direção técnica
Pedro Vieira de Carvalho
direção de cena
Jessica Duncalf
montagem e operação de luz
Tiago Silva
montagem e operação de som
Fábio Ferreira
montagem e apoio técnico 
João Brito
João Loureiro
Rodrigo Gomes
assistência a cenografia e adereços
Filipe Mendes
execução de figurinos
Maria da Glória Costa
direção de produção
Glória Cheio
produção executiva
Rosa Bessa
agradecimentos
Teatro Municipal do Porto