Agenda | Provas de Aptidão Profissional 25/26

AIYRA PAP 
Título: CICLOS DE SANGUE 
Co-criação e Dramaturgia: Anabela Sousa, Aiyra PAP, Flora Gouveia 


Datas: 23 jul. e 24 jul. 2026 – 19h | 25 julho – 21h | 26 julho– 17h

Local: Salão Nobre do Palácio do Bolhão 
Duração aproximada: 90 min

 

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A bilheteira reverterá a favor da APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima


Sinopse: 
Que corpo é este que cria e procria, que luta e resiste, que cai mas embala, que finge  mas também sofre, que muito trabalha e pouco descansa, que tudo dá e tão pouco recebe?


Neste claustro, seis corpos revisitam as suas antepassadas e procuram na sua história respostas a perguntas milenares. “Que poder, afinal, inspira tanto medo?” desafia-nos  Teresa Coutinho. Das tragédias à data de hoje, entre redes, teias e malhas, este grupo desenlaça uma trança de agressões a que os seus corpos já nasceram sujeitos.  Encontram nos seus cabelos, nos seus ventres, nos seus seios, e até entre os lábios,  uma força incontrolável, imparável e, por muitos, indesejável.


Partindo de personalidades como Natália Correia, Maria Teresa Horta e Mariana  Alcoforado, criam o seu próprio botequim, onde a desobediência e a sororidade são  lema e juramento. Em boa verdade vos dizem: “continuamos sós, mas menos  desamparadas.”

 

APNEIA PAP
Título: A Sós 
Realização: Gonçalo Fonseca 


Datas: 23 a 25 jul. 2026 – 19h 
Local: Cine-Teatro Eduardo Brazão  

A exibição inclui um percurso/visita através de uma instalação que acompanha o caminho percorrido pelo público até à sala da exibição do filme. Esta instalação é constituída por "estações" que articulam som, luz, cenografia e figurinos, e interpretação, criando uma espécie de  corredor intemporal de memórias coletivas das personagens. Os intérpretes habitarão o espaço de instalação, simultaneamente ocupado pelo público que o atravessa.

Este momento inicial assume um papel fundamental na construção do universo da  história, funcionando como um primeiro contacto do público com a atmosfera visual e  dramatúrgica da obra. Desta forma, os artistas querem proporcionar ao espectador a sensação de "ultrapassar a fronteira do ecrã" e romper com a ideia de que a história termina quando o filme acaba. 

Sinopse: 
Durante um interrogatório policial, uma jovem em pânico tenta reconstruir os acontecimentos de uma noite que mudou tudo. Através de memórias fragmentadas, acompanhamos um grupo de amigos em férias numa  casa isolada, onde dias despreocupados dão lugar a uma festa que termina  em tragédia. 


À medida que o medo se instala, são tomadas decisões erradas e os segredos vêm à  tona. O que começa como uma tentativa desesperada de manter as aparências  transforma-se numa espiral de desconfiança, culpa e violência.

 
Tudo o que se escondeu na escuridão é finalmente revelado à luz do dia e a verdade  por detrás daquela noite demonstra-se mais perturbadora do que qualquer versão  contada. 


Um terror psicológico onde o verdadeiro perigo não está no que aconteceu, mas em  quem controla a narrativa. 




LODO PAP
Título: APÊNDICE 
Direção Artística: João Oliveira 

Datas: 23 e 24 jul. 2026 – 21h | 25 jul. – 19h 

Local: Auditório do Palácio do Bolhão 
Duração aproximada: 75min

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Sinopse: 
Criámos um dispositivo cénico que procura espelhar o mundo contemporâneo na sua  dimensão mais caótica, incerta e instável. Vivemos num tempo marcado pela  necessidade constante de antecipar o futuro, enquanto os discursos que nos rodeiam  parecem alimentar uma descrença crescente, quase absurda, na possibilidade de  mudança.

 

Perante este cenário, perguntamo-nos: onde está a esperança? O que nos continua a  mover, a inspirar a vontade de resolver, melhorar e progredir?

 

Enquanto jovens, herdámos um conjunto de crises que moldam o nosso presente: a  emergência climática, a instabilidade política global e uma crise económica que parece  prolongar-se indefinidamente. Partindo dessa realidade, este dispositivo propõe uma  amplificação dessas angústias, levando-as ao exagero, à hipérbole e ao ridículo.

 

Ao desconstruí-las através do humor e da ironia, procuramos criar um espaço de  reflexão, onde seja possível olhar para os nossos medos de outra perspetiva e, talvez,  até rir deles. 



NAYRA PAP
Título: O ÚLTIMO BATIMENTO
Encenação: Sofia Santos Silva 

Local: Teatro Carlos Alberto 
Datas: 23 julho 2026 – 19h | 24 julho 2026 – 21h 

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Sinopse: 

Um grupo de atrizes enfrenta a possibilidade de estar em palco pela última vez. Entre ensaios, confissões e sonhos, partilham o amor que as liga ao teatro, enquanto se  confrontam com a instabilidade, a precariedade, a incerteza do futuro e a sensação de  desalinhamento com um mundo cada vez mais acelerado que não lhes permite falhar. Suspensas entre a atração de continuar e a tentação de desistir, vivem no dilema: o que  acontece quando aquilo que mais amamos é também aquilo que mais nos assusta?