Na Casa
13 dezembro'25
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Palácio do Bolhão
Quando sobem ao palco, há duas cadeiras na cena e duas estantes que hão-de pastorear um rebanho breve de algumas palavras e outras canções.
Em bastidores, pedem aos deuses que o encontro pareça breve, mesmo que tenha quase uma hora e quinze de extensão. Que seja leve, transportável, com gás, capaz de caber na memória de cada espetador, e convocável por ele, de vez em quando, com prazer.
Que seja solar. Que a erva seja tenra. Que o regato corra feliz para um sítio íntimo qualquer que houver dentro de cada um de nós.
Duas cadeiras, duas estantes, dois corpos, duas vozes.
E é só.
O encontro quer-se coisa íntima ou intimista, onde as canções (do João Lóio) comunicam com os textos poéticos (do António Durães), ora respondendo – uns e outros — a pensamentos ou emoções que são declarados na voz falada da poesia que os entoou, ou cantados nas canções que os embalaram em berços melódicos. Que se provoquem. Que se comentem. Que respondam a concretos sinais. Que sirvam para despedidas acenadas. Que sejam sinais que cheguem a locais para onde a imaginação concorre ou a emoção da memória distendida permite convocar.
Canções e poemas na primeira pessoa. Em diálogo descontraído. Em viagem.
canções, voz e viola João Lóio
textos poéticos, voz e etc. António Durães
som e luz Francisco Alves
Fotografias Luís Brandão
produção Regina Castro
Duração 75 minutos